sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Nuzman lamenta a renúncia de Havelange: 'Dedicou a vida ao esporte'

Presidente do COB ressalta importância de ex-dirigente na conquista do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016: 'Apoio fundamental'


Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
 
Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), lamentou a saída de João Havelange do Comitê Olímpico Internacional. Através de uma nota, Nuzman ressaltou o trabalho do ex-presidente da Fifa no esporte mundial e da importância do ex-dirigente na conquista do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016.
- Lamento a notícia segundo a qual João Havelange, na qualidade de Decano, renunciou à posição de Membro do Comitê Olímpico Internacional no Brasil. Uma das legendas no mundo do esporte por todo o Século XX e até hoje, Atleta Olímpico, Membro do COI por 48 anos, Presidente da FIFA por 24 anos, tri-campeão do Mundo de futebol, pela então CBD, João Havelange dedicou sua vida ao esporte olímpico brasileiro e mudou a história do futebol mundial. Seu apoio foi de fundamental importância para a conquista dos Jogos Rio 2016 – afirmou.
Olimpíadas Rio 2016 João Havelange e Carlos Arthur Nuzman (Foto: AP)Nuzman, também presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Rio-2016, afirmou que conta com o apoio de Havelange na organização dos Jogos.
A renúncia de Havelange foi anunciada três dias antes de uma reunião do comitê executivo do COI, que julgaria as acusações contra o brasileiro, suspeito de ter recebido US$ 1 milhão de forma ilegal em contratos publicitários durante seu período como presidente da Fifa - ele chefiou o órgão máximo do futebol mundial de 1974 a 1998. Havelange corria o risco de ser suspenso por dois anos ou até expulso do Comitê Olímpico Internacional. Em comunicado à Associated Press, a Fifa informou que o Comitê Olímpico encerrou o caso contra Havelange ao receber a carta de renúncia.
As denúncias foram apresentadas em documentário da rede de TV britânica BBC, que divulgou documentos indicando que a empresa de marketing esportivo ISL pagou propinas a vários dirigentes ligados à Fifa. Havelange era citado no grupo, assim como Ricardo Teixeira, membro do Comitê Executivo da entidade e atual presidente da CBF. As supostas propinas garantiram à ISL lucros na comercialização de direitos de transmissão e anúncios publicitários na década de 90.
O caso ISL foi jugado criminalmente na Suíça em 2008. A Fifa conseguiu impedir que seus integrantes envolvidos no escândalo tivessem os nomes revelados pela Justiça do país. Em troca, em junho de 2010, todos concordaram em devolver as quantias que haviam recebido. A Fifa prometeu publicar no dia 17 de dezembro um documento dando detalhes sobre aquele acordo. A divulgação faz parte das maeidas anti-corrupção do atual presidente, Joseph Blatter.

Nenhum comentário:

Postar um comentário